Ela sofre há mais de um ano com a falta da sua glândula tireóide e toma levotiroxina sódica para manter os níveis dos hormônios T4 e TSH. Há dois meses seus níveis de TSH foram a ridículos 0,06 mcUI/ml, quando o nível mínimo é de 0,3 mcUI/ml, colocando-a em polvorosa.
Buscou sua médica endocrino para retomar o tratamento e a dosagem foi diminuída.
Hoje ela voltou ao consutório, seus níveis de hormônios T4 e TSH melhoraram, porém, o TSH ainda está um pouco abaixo dos níveis normais. Ela pensou: devo estar com hipotiroidismo, afinal engordei muito, estou com todos os sintomas de hipo. Porém, a médica, experiente, a chamou para uma conversa mais profunda.
Olha, disse ela, os seus níveis de T4 e TSH não demonstram um quadro de hipo, pelo contrário, era pra você estar elétrica, com sintomas de hipertiroidismo. Seu nível de colesterol está alto, perigoso até você enfartar ou ter um AVC qualquer hora dessas, você tem insônia?
- Não, ao contrário, muito cansaço e sono;
- Está com prisão de ventre?
- Ao contrário, meu intestino funciona de 2 a 3 x por dia;
Então, ela foi mais fundo...
- Você está com algum problema emocional, porque seu exame indica que você está com várias descompensações, falta de vitamina B12, anemia, colesterol alto, enfim, o que há com você?
Ela desabou:
- Sim, estou com problemas familiares;
Daí a conversa mudou de rumo:
- Então você precisa cuidar do emocional, você está uma "bomba-relógio" que pode explodir a qualquer momento. Esses são sintomas de depressão!
- Mas, doutora, depressão eu não tenho, eu gosto de ir trabalhar, sair de casa, lá eu rendo, me distraio produzo;
- Sim, é sua válvula de escape, eu sei, você não tem depressão. Uma pessoa com depressão não quer nem sair do quarto, você tem é tristeza!
Ela desabou, pronto, ali estava o diagnóstico: TRISTEZA.
A conversa fluiu, alguns medicamentos foram indicados para reposição hormonal, vitaminas, ferro, todos para reequilibrar as carências do organismo, mas, o mais importante desse encontro (pra ela foi mais do que uma consulta), foi o conselho de sua médica:
- Procure um grupo chamado ALANON que trata parentes de dependentes químicos e de álcool. Ali a identidade de cada um é preservada e você irá descobrir que pode lidar com isso sem ficar doente, aliás, mais doente do que o próprio dependente.
A conversa, que nunca durava mais que 15 minutos, se estendeu por pouco mais de 30, e ela saiu de lá renovada, querendo acertar.
Além do grupo indicado a médica também sugeriu que ela procurasse uma nutricionista funcional, para tratar da saúde física, através da alimentação direcionada.
Foi uma experiência boa, proveitosa e ela quer acertar, quer melhorar, quer se curar!
Força amiguinha!
ResponderExcluirCaraca flor!!! Bom...como disse Jer, Força, muita força. BjãoO
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